terça-feira, 30 de novembro de 2010

Um, apenas um momento.

Eu estava ali, ao lado dele, o coração pulsava tão rápido quanto um passarinho querendo fugir da gaiola.
O ar parecia faltar cada segundo mais, pois eu ficava ofegante por ouvir o som daquela respiração.


Ah, as mão estavam quentes, mas os pés estavam frios. 

O cabelo, a maquiagem, a roupa... tudo era revisado minunciosamente em meus pensamentos. Será que estava tudo certo ? Será que eu o chamava a atenção ?
A resposta era tão visívil, ele me olhava como se tudo ao seu redor fosse desmerecido de atenção.


Ele passava sua mão pelo meu rosto como quem alcança a plena calma. Seus lábios se aproximavam, e uma fração de segundos se eternizavam na minha mente, eu queria captar cada detalhe daquilo, porque sabia que em meu sono, repassaria cada segundo.
Então, ele me toca e me beija, os olhos já não se encaram mais, na verdade estão bem fechados. Como numa organizada sinfonia, meus braços envolvem seu pescoço, e minha pernas envolvem sua cintura. 


Estou voando ? Não! Estou em seu colo, numa dança maravilhosa, tão curta porém tão sublime. Não cessamos o beijo, pelo contrário, ele se torna cada vez mais intenso. Então começamos a escutar a chuva, eu sinto que ambos passamos a reparar o quanto é perfeito esse momento. Eu, ele e a chuva.



Do seu colo, para a cama. Estamos deitados, não há nada de pecaminoso ou fornicativo, apenas nos beijamos, e nesse momento, os olhos já não estão fechados, eles se abrem, na tentava de encontrar o do outro, e quando isso acontece, o coração dispara cada vez mais.
Maravilhoso, envolvente. Ele me embala e me olha nos olhos, os beijos cessam, agora ele apenas analisa cada traço do meu rosto, enquanto faço o mesmo com ele. Sorrimos...

- Te Amo!
- Também Te Amo...

(sorrimos)

A chuva continua forte, o som dela na janela e no telhado embalam aquele momento da forma mais divina possível.


Não penso lá fora, então peço dentro de mim, que ele também não pense.


- Permaneça aqui! (Passa dentro da minha cabeça)




Eu sei que ele permanece.




- Eternize! ( Desejo profundo ... )


Não, não é o que parece. Em nenhum dos sentidos... Não houve nada além disso, não foi um primeiro encontro.

Na verdade, já se passaram vários... Na verdade, já se passaram anos, de convivência, sentimentos bons ou ruins... Eu sou dele, eu fui dele, eu serei dele..


 Não sou tola - sou, fui e serei - enquanto ele for meu

- Te Amo! 

Ele me diz mais uma vez, um beijo de boa noite... Fechamos os olhos não para um beijo, mas para dormimos. Assim, juntos... Talvez da mesma forma que fomos moldados.

- Boa Noite, Também Te Amo amor!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Decepção

A gente só sabe quando acontece com a gente!

Nesse post, não será relato de quem sofreu uma decepção, mas do que se sente quando se decepciona alguém.
Primeiro, alguém não é apenas alguém... É aquela pessoa em que se mais confia, gosta e se espelha.. Aquela pessoa que te completa em os sentidos mais absurdos e magníficos do mundo.
Pode ser um amigo, um irmão, pai, mãe, avó, ou um amor intenso.

Quando alguém se decepciona, o sentimento que sobressai é a amargura, a raiva, o "POR QUÊ ?".
Mas quando alguém decepciona sem a intenção, o sentimento se exacerba, e o infinito se põe sob os seus pés.
Dentre as piores ações do ser humano, essa seja a mais dolorosa para ambos, porque companheirismo gera confiança e confiança é a base do amor (repito, seja esse de qual origem for.). Então quando se decepciona alguém a confiança se devaneia e subseqüente o amor sofre por isso.

Então para aquele que tomou uma ação tão egoísta, sobra as sensações mais agonizantes. Aquelas em que não se deseja nem para o pior inimigo.

   O coração parece estar sendo esmagado por mãos fortes e calejadas, formando uma dor que se estende do corpo à alma.    A alma, tomando parte do coração, passa a se enfraquecer.  O corpo sem a presença confiante da alma, se sente vazio e passa a se tornar apenas uma casca. Casca essa que se molha com as lágrimas, que apesar da amargura, são de dor e insistem em rolar, no mais profundo desejo de que essas venham a retratar o irretratável.

Enfim, quando tudo parece desaparecer, a culpa se torna sua pior inimiga e sua unica companheira.. A gente luta pelo perdão, de uma forma egoísta, mas que no fim, exige de cada um de nós as últimas forças. 

Quando se tem êxito, o cansaço já não é sentido, a sensação de paz e culpa se entrelaçam como um cordão de ceda prestes a se desfiar. Será que tudo estará simplesmente certo ? Não vem a importar, porque tudo o que mais se quer é aproveitar cada nova chance dada, até o momento, que por uma infâmia impensada, a decepção venha a florescer, como uma flor que mata todas as outras rosas já plantadas no jardim.
Quando não se tem êxito...  enfim, espero não descobrir o que acontece.




Espero que me perdoe, porque te amo, e sem você, meus dias são tão frios e minhas noites tão longas.
Não espero que fique ao meu lado, mas que esteja lá quando mais precisar de ti!


                                                                                                                Luanna Araújo